terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Eu e minha sorte com sapatos!

Olá amiguinhxs, como estão?
Eu estou bem! Um pouco na correria, mas bem.
Hoje lembrei de umas coisas e resolvi escrever.
Alguém aí já passou um tempo sem usar algum sapato?
Eu já! Muitas experiências dessa em minha vida... Então, a primeira lembrança sobre sapatos sem uso eu estava indo para o trabalho. Decidi usar uma bota que não usava um certo tempo, fui me achando, peguei o ônibus, pra variar, não tinha lugar pra sentar, assim fiquei em pé.
Peguei o busão em Anchieta, às 6h, sentido Centro. Trabalhava próximo à Central, e lá fui eu de bota! Ao logo do caminho, comecei a sentir algo estranho, parecia que eu estava ficando mais baixa (do que o normal),mas não sabia o motivo.
Quando estava perto do trabalho, comecei a perceber que o salto da bota estava se desfazendo, isso mesmo, você não leu errado! O salto da bota começou a desmanchar, e, eu, morrendo de vergonha, mas fui lá...
Chegou o ponto que eu descia, de lá, caminhava até o trabalho. Cada passo que eu dava, um pedaço do salto ficava no chão do ônibus, na Presidente Vargas e na Central. No subsolo da Central do Brasil tem 2 brechós, pelo menos tinha, e, às 7h da manhã, era o único local aberto, fui lá neh, não podia passar o dia todo no trabalho e à noite na faculdade com a bota naquele estado! Pra minha sorte, um deles estava fechado, e no que eu fui, só tinha um sapato de festa com a minha numeração. O sapato era cheio de pedras na frente, era muito bonito por sinal, e o preço, super agradável, 10,00. Não pensei 2x e comprei o sapato.
Fui trabalhar, me sentindo novamente. Após uns 20 passos, a sensação que tinha, era que estava sem nenhum dedo! O sapato de festa estava acabando com meus pés!
Pior de tudo, foi pegar o elevador e ouvir um moço do andar antes do meu dizer:
- Ih, toda elegante, vai ter festa mais tarde neh?!
Sorri e balancei a cabeça, afirmando que sim. Mal ele sabia que o sapato estava me matando e que era o 2° sapato do dia! Cheguei na sala e fiquei descalça. O problema é que naquele dia precisava fazer muitos trabalhos fora da sala, aí toda hora precisava colocar o arrancador de dedos.
Já não aguentando mais, liguei para uma amiga que pegava mais tarde pra comprar qualquer coisa pra mim, eu precisava me livrar daquilo! Ela levou uma rasteirinha, nossa, nunca senti tanto alívio! Tinha bolhas onde nem imaginava que poderia dar... O sapato não lembro nem que fim levou, mas foi a primeira e ultima vez que foi usado por mim.
A segunda experiência foi numa festa em comemoração aos 25 anos de casada de uma amiga. Fui com uma sandália que não usava um tempo, mas aí lembrei da bota, então, andei bastante com a sandália pela casa para isso não se repetir.
Fui à festa, crente que estava abafando com minha sandália azul royal... no meio da festa, a sandália descolou, nem ao banheiro dava pra ir. Para minha sorte, a minha amiga, dona da festa, já estava descalça fazia tempo, assim, me emprestou a sandália dela, ficou maior que o meu pé, mas não podia nem reclamar, já tinha conseguido um sapato!
A terceira experiência foi a sandália amarela, igual à azul royal, eu emprestei a uma amiga, fiz milhões de recomendações, disse a ela pra testar antes, andar pela casa, puxar as tiras e ela assim fez.
Fomos a um casamento, e ela lá, toda toda. Quando descemos do carro, passados uns 3 passos, a sandália arrebentou igual a minha azul... como o marido dela anda cheio de coisas na mala do carro, pois sempre pode precisar, olhamos pra verificar se tinha alguma cola. Achamos cola de cano, obviamente não colaria, mas não custa tentar neh, vai que... Não deu certo, assim o marido dela foi na rua para tentar encontrar um super bonder, ou algo do tipo. Coitado, andou absurdamente e voltou todo suado. Pelo menos voltou com a cola!
Ela conseguiu andar, dançar não descolou novamente, mas ela joga isso na minha cara até hoje, e do jeito que é, vai jogar eternamente!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Eu odeio 5 dias úteis! E o Banco Azul também!

Quando se nasce pobre, você precisa ter seu nome limpo, porque pra comprar e ter as coisas só assim. Aí você luta para ter seu nome limpo, pagando tudo em dia, não comprando além da conta, essas coisas.
Certo dia fui ao banco resolver uma outra situação, na verdade, situação de outra pessoa, o banco que por sinal não tinha nada a ver com problema que eu vou mencionar adiante...
Então, fui ao Banco Laranja com uma amiga acompanhá-la para resolver alguns problemas dela, e aí no meio disso, eu resolvi perguntar a gerente dela se o pagamento de um boleto que tinha feito há alguns meses atrás, havia sido realizado corretamente.  Prontamente a gerente de Ana, falou que foi falou que sim, estava  tudo certo, mas, para minha surpresa, a gerente disse que eu estava devendo ao Banco Azul Econômica, só que  no sistema dela não mostrava o que era. Assim, atravessei a rua fui ao Banco Azul,  ao chegar na agência, o atendente informou que ele também não conseguia ver, disse que tinha nenhuma restrição no nome no valor de R$ 900,00 iniciais, como eu era de outra agência, precisava ir até a minha para resolver isso.
Liguei para minha gerente, que informou que era um cartão de crédito. Ela me orientou a entrar em contato com a central de cartões. Detalhe, o cartão que ela se referia, eu havia solicitado meses atrás, e, ao perceber que havia passado o tempo estipulado para a entrega, entrei em contato com a gerente, que me encaminhou para a bendita central de cartões. Informei que o cartão não tinha chegado, e a atendente disse que era para eu não me preocupar, pois ele havia sido extraviado e que dentro de alguns dias poderia solicitar outro. Hahahaha ela devia estar me zoando, só pode!
Bom, liguei para a central, uma, duas, três, mil vezes! Descobri que algum ser SEM LUZ,  foi ao Assaí Atacadista, feito uma compra no valor de R$ 900,00, mas que, como eu não tinha efetuado o pagamento da fatura, gerou encargos financeiros. (PS: compra efetuada no dia 20/10, aniversário de papy, que por um acaso não pude nem comemorar com ele, pois estava  de gesso, por causa do buraco da escola, lembram?) Eu disse mais uma vez que não tinha recebido o cartão, logo, não marcaria com tal despesa. A atendente pediu para eu confirmar os 4 últimos números do cartão, e eu disse:
-Eu acho que você não entendeu. Eu não recebi  o cartão, como irei confirmar?
Ela não gostou muito da resposta, mas era a única que poderia dar, afinal, estava com meu nome com restrição, devido a uma compra que não fiz, de um cartão que não recebi! Mais uma  vez, 2016 me pregando uma peça, acho que era pra fechar com “chave de ouro”. A atendente pediu para eu aguardar que o Banco Azul entraria em contato dentro de alguns dias. Eternos dias...
O Banco Azul não entrou em contato, assim, entrei em contato com o SAC, eles registraram a solicitação e informaram que dentro de 5 dias, retornariam o contato. Isso não aconteceu, e mais uma vez, entrei em contato... A solicitação não havia sido respondida, na verdade, nem sinal dela. Tive que registrar tudo mais uma vez! Pela 10000000 estava explicando a situação do bendito cartão extraviado. E mais uma vez, aguardei 5 dias úteis.  5 intermináveis dias úteis!
Hoje, liguei para o SAC, que pediu para entrar em contato com a central de cartões, que o Banco Azul, já havia finalizado a minha solicitação. Fiz isso... Para minha “alegria”, o Banco Azul es tornou  os R$900,00, mas, segundo a atendente, como eu NÃO PAGUEI A FATURA,  fez gerar encargos. Gente, como vou pagar uma fatura, de um cartão que não recebi? Disse isso à atendente, que mais uma vez pediu para eu aguardar 5 dias úteis!
Passei a odiar 5 dias úteis! E claro, o Banco Azul também!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Um integrante do Raça Negra na família

Minha vida só tem personalidades, literalmente...
Cresci no meio do samba e do pagode. Meu pai, desde que eu era criança tinha um grupo de samba de raiz, passei minha vida inteira ouvindo Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz, Sombrinha... E por aí vai.
O Raça Negra marcou minha vida, além das músicas, o grupo em que meu pai tocava tantam era um dos grupos mais solicitados.
Até os 6 anos de idade passei no Irajá, subúrbio do Rio de Janeiro. Após isso, minha família e eu, nos mudamos para Nova Iguaçu. Juro, ao chegar lá, chorei! Muito, por sinal!  Era longe e só tinha barro, além das ruas, os quintais e as casas! Fiquei  apavorada! Depois, aos trancos e BARRANCOS (essa frase nunca fez tanto sentido em minha vida), superei, pelo menos eu acho...
Passado certo tempo, meu pai e eu fizemos amizades, inúmeras amizades, que perduram até hoje.
Um dos amigos de meu pai, era dono de um bar, bar popular do local, todo final de semana tinha pagode! O bar era o point, claro... (não tinha mais nada, além daquilo).
Meu pai, 71 nato rsrs ( sabem aquele capetinha e o anjinho, ele vem o lado que eu luto todos os dias, já o anjo, vem de minha mãe, tem vezes coitada,  é muito lenta). Enfim, meu pai, teve a brilhante ideia de falar com os amigos e com o dono do bar (também amigo dele) que meu tio (George) era irmão de um dos integrantes do Raça Negra, o Gabu. Meu tio indo lá, em seguida o grupo iria também!
Por que meu pai inventou isso, não sei, só sei que meu tio era, ops, é careca, o integrante idem... Meu tio, acabou sendo cúmplices, eu e minha mãe também! Vale lembrar que eu era uma criança, fui  obrigada a mentir! Minha mãe na estava acostumada com as pérolas meu pai, e  meu tio, extremamente correto, não mente por nada, não inventa nem uma dor de barriga, pelo menos eu achava.
Meu tio foi ao bar, se passou pelo irmão de Gabu, e ficou com a promessa de levar o Raça Negra lá, só na promessa, porque obviamente isso nunca aconteceu!


Hoje é dia de (re)aprender!

Hoje a postagem é diferente de tudo que venho escrevendo. Então, vem comigo que no caminho te explico.
Hoje, depois de quase 3 meses de imobilização total ou parcial, comecei a colocar o pé no chão, se lembram do último buraco?
Segui as recomendações dos médicos e da fisioterapeuta direitinho (repouso, remédios, exercícios...). Hoje voltei a trabalhar, como sabem sou professora, e chegou o momento de finalizar as coisas burocráticas do ano letivo.
Hoje está sendo um dia de reaprender! Quem foi que disse que andar de bicicleta não se esquece?
Não estou andando de bicicleta, estou reaprendendo a andar sem imobilização, tô igual a uma pata, contudo, estou andando. Um passo de cada vez, uma caminhada até o ponto de maneira mais lenta,  um degrau ou rampa mais lento que o “normal”. Mas o que é normal? Ah... e mais atenta aos buracos!
Cheguei na escola, subi a rampa, andei, revi colegas, participei de reunião. Acordamos e desacordamos em alguns momentos. Entre um olhar no celular e outro, não bastava está com dificuldades de andar devido a dor, percebe os pés sujos de lama, sim OS PÉS! Enfiei os dois pés na lama ao descer do carro de Renata.
Está valendo, o que importa foi que além de voltar para a escola, voltarei para a menina dos meus olhos, a turma de jovens e adultos.
O dia foi de aprender e reaprender, e olha que ainda nem terminou...

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O assalto e as professoras

Olá galerinha, tudo bem?
Vocês sabem né,  vida de professora não é nada fácil. Ainda mais professora da rede pública, lembram de uma postagem anterior? Então, além do salário, ou da falta dele, contamos com a falta de materiais pedagógicos, de colegas de profissão, estrutura familiar, problema na aprendizagem, e por aí vai… Para “amenizar” pelo menos a questão salarial, procuro vender umas muambas por aí.
Já vendi doces, calcinhas, artigos eróticos, hoje estou no ramo dos importados (perfumes, bolsas, roupas) e Eudora.
Para vender, você precisa de um fornecedor seguro, barato, que facilite o pagamento… Numa dessas, Ana (minha  companheira de profissão e vendas) e eu, achamos um mega fornecedor, ele tinha tudo que a gente precisava e mais um pouco. Pensamos e falamos:
  • Opa, nos demos bem, vamos vender bastante e arrumar uma graninha!
Pegamos o carro dela, e lá fomos nós má loja, um sábado de sol, depois do almoço, felizes e contentes (hahahaha).
Vocês sabem que alegria de pobre, ainda mais professoras, dura pouco neh?!
Estávamos lá, escolhendo infinitas mercadorias. Além de nós duas, outras pessoas faziam o mesmo… Eis que pessoas armadas entram na loja.
Eu, em meu “Fantástico mundo de Bobby” pensei:
“Só podem ser os seguranças”
Continuamos a escolher. Um deles diz em tom baixo:
  • É um assalto!
Acho que Ana me fazia companhia no “Fantástico mundo de Bobby”, porque ela pensou:
Ah, são colegas dos donos e estão de brincadeira!
Como ninguém os levou a sério, a parada começou a engrossar…
Pediram os celulares (ah, eles nos deixaram tirar chip e cartão de memória), dinheiro, acessórios (cordão, pulseira, relógios, essas coisas). Primeiro, pra variar, fiquei sem o quê? Reação, óbvio! Depois a ficha caiu (gíria meio velha neh, mas sou da época dos antigos orelhões, que para falarmos, usávamos fichas, era criança, mas lembro bem dessa época, pois adorava colocar as fichas). Aí, peguei meu celular, um antigo, um pequeno, humilde, da Motorola, retirei os dois chips (porque pobre aproveita as promoções de todas as operadoras, meu pai, por exemplo, tem 4, praticamente um de cada operadora) e o cartão de memória. Aproveitei pra pedir uma cadeira, pois minhas pernas resolveram não funcionar! Sério, não me aguentei!
Ana, bancou a egípcia, fingindo que nem era com ela. Ficou olhando para os lados, pro alto, pra baixo, nem era com ela. Um dos "gentis senhores" já ficando nervoso disse:
  • Qual é Tia, passa logo o celular!
Detalhe, o cara não era novo, era bem mais velho e Ana não gostou de ser chamada de “Tia”.
“Convenci” Ana a entregar o celular, ou melhor, o IPhone dela (estou revirando os olhos, igual ao emoticon do WhatsApp)… Mas antes de passar, Ana fala baixo pra mim:
  • Meu IPhone não, custou muito caro!
E, eu:
  • Ana, pelo amor de Deus, passa logo essa porcaria!
Assim, Ana foi até o “delicado senhor”, antes de entregá -lo chorando (literalmente) e diz:
  • Moço, meu celular não sai o chip e está com a tela quebrada!
E ele gentilmente responde:
  • Tá bom Tia, me dá assim mesmo!
E volta Ana (chorando) e dizendo:
  • Meu IPhone, meu iPhone…
Ana volta pra onde estava, e eu digo:
  • Veja pelo lado positivo Ana, a tela estava quebrada!
Ela se acalmou (um pouco). Até que veio a “segunda parte”... Eles pediram a chave dos automóveis que estavam estacionados, um deles, era o da Ana. Reação da Ana:
  • Moço, o senhor vai levar meu carro? Moço não leva, eu sou PROFESSORA!
O “gentil senhor”:
  • Tia, me dá logo a chave!
E volta Ana (chorando) e dizendo:
  • Meu carro, meu carro…
Depois de limparem a loja e a todxs os presentes, foram embora nos deixando trancados dentro dela.
Acho que o choro da Ana comoveu um dos “gentis senhores”, pois só levaram a chave de seu carro.
Uns 30 minutos depois, chega o segurança da loja e nos tira de lá.  Sim, a loja tinha um segurança, mas sabe lá onde ele estava naquele momento...
O dono da loja, nos levou na casa dela, buscamos a chave reserva para pegar o carro.
Quando retornarmos à loja, para buscar o carro, Ana achou que os “gentis senhores” tivessem colocados escutas e câmeras em seu carro (Ana tinha visto muitos filmes de ação na época).
Fomos embora, ou melhor, comprar telefones novos. Quando voltava do shopping, já chegando em casa, Ana se deu conta que ela estava sem as chaves de casa.
Contactamos dois fiéis escudeiros (Regi e Leandro) e voltamos ao “local da tarde maravilhosa” para buscar a chave. Dessa vez não esquecemos nada (ainda bem!).
E assim terminou o nosso sábado, sem roupas (para vender), com celulares novos e com um baita cansaço.
Se for assaltada mais uma vez, usarei a tática da Ana:
  • Moço, eu sou PROFESSORA!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Marcação de professora!

O dia de hoje vem me trazendo muitas lembranças, dessa vez, não foi o Facebook, foi minha cabeça a mil por horas, é, sou ansiosa, minha cabeça não para, nem quando quero dormir, ou quando tento pensar numa linda praia, ou em animais, essas coisas que acalmam.
No meio dessas lembranças, veio essa, ou melhor, essas…
Dica pra vida: não deixem seus/suas professores/professoras saibam seus nomes e marquem suas caras! Isso não é bacana!
No 1° período de faculdade, eu participava de um grupo, eram três Larissas e eu. Eu era a “estranha” a única que não se chamava Larissa rsrs, depois entrou a Nath para grupo, assim, eu não estava mais sozinha nesse mundo de Larissas ou Laryssa. Bom, Nath, antes de entrar para o nosso grupo, fazia dupla com uma menina. Um belo dia, a professora de História da Educação passou uma resenha. Ela gostava muito de resenhas, cada aula era uma. Nathália fez uma dessas resenhas na casa de Manuela, a dupla dela. Manuela não havia feito a dela, então, teve a brilhante ideia de usar a de Nath com o nome dela. Pra ela, a professora não iria perceber... A brilhante ideia de Manuela não foi tão brilhante assim, e a professora percebeu. O pior de tudo, não foi isso, Manuela saiu da faculdade, e Nathalia sofreu as consequências!
A professora marcou a cara e o nome dela (da Nath), qualquer trabalho depois desse, acho que ela nem corrigia o de Nath, só escrevia “REFAZER”, essa palavra perseguiu a Nathalia por muito tempo! Ela (a Nath) tomou pavor da professora, e foi bastante zoada, as vezes olhávamos pra ela, lembrávamos e falávamos a frase preferida da professora:
  • Nathalia, REFAZER!

A primeira vez que isso aconteceu estava no 2° período da faculdade, uma disciplina sobre psicologia da aprendizagem. Bem, acho que a professora  não foi muito com a minha cara. Uma quarta feira, dia de suas aulas, ela me chamou pra conversar no final da aula. Obviamente, fiquei depois da aula. Então pela disse:
  • Priscilla, estou vendo você muito dispersa nas aulas, saiu duas vezes de sala hoje, parece estar DESINTERESSADA!
Expliquei a ela que na verdade estava cansada, tinha saído para ir ao banheiro e comer, pois não tinha dado tempo de fazer isso antes da aula. Ela me mandou estudar muito para a prova da semana seguinte, ou ficaria reprovada.
Não me perguntem o motivo, mas ela “me marcou” e o pior, gravou meu nome! Eu disse que isso não era bom…
Dia de prova, estava eu lá, preparada! Preparada mesmo,pois havia estudado muito! Ao entregar a prova, ainda tive que ouvir:
  • Será que você foi bem?
A cara dela ela “estou louca para te reprovar”. Ela olhou a prova, leu linha por linha, olha que escrevi muito. Quando terminou de ler, exclamou:
  • É… até que foi bem!
Me retirei da sala, achando que havia me livrado de um peso, de no mínimo 300 kg. Eis, que surge uma colega de turma e pergunta se eu tinha feito o trabalho, como fiquei nervosa, não lembrava. Fui perguntar a “querida professora”.
Voltei à sala, e fui em direção à mesa onde a professora estava. Ela, “gentilmente” abriu a pauta, procurou meu nome e lá estava, tinha feito o trabalho. Outro peso a menos? Engano de vocês, ah, meu também! Ao lado de meu lindo nome estava escrito adivinhem o quê?
DESINTERESSADA!
Sim, desse jeito, caixa alta, com um ponto de exclamação no final! O sangue subiu, e quando estava prestes a falar algumas coisas, pois estava escrito o DESINTERESSADA, para qualquer pessoa ler, realmente não curti a exposição. Mas, uma das Larissas, na verdade a Laryssa, me arrastou para fora da sala.
Pensam que acabou? Só naquele dia! Pois ela, a “querida professora” fez questão de me parar no corredor meses depois. Queria saber se eu havia gostado da minha nota.
No 4° período eu e uma outra amiga ficamos reprovadas em uma bendita disciplina, a professora era bem conhecida… algumas pessoas procuravam fazer a disciplina em outras universidades, para “evitarem a fadiga”, ela reprovava muito. No meu caso, a professora me deixou de recuperação, estudei, mas… No dia da prova, fiz tudo direitinho, na hora em que fui revisar e passar a caneta, ela não deixou, disse que não havia necessidade. Confiei e me… Ao sair o resultado, fui até ela pedir vista de prova. Ela reviu, disse que eu estava completamente certa, porém, ela não iria rever, já que as respostas estavam a lápis. Aí vai mais uma dica: NUNCA deixem provas ou testes sem passar a caneta! Como eu não tive reação, vocês já sabem, reprovei!
Depois de alguns semestres depois refiz a disciplina (com ela), passei, segundo ela no email “com louvor”. Na real, acho que a consciência pesou! Minha amiga também refez uns dois semestres depois de mim, conseguiu passar também! Ufa!
Conversando com um amigo, o Dany, ele já sofreu uma pressão dessas, uma professora falou que ele ficaria reprovado, devido suas faltas, não é que a professora estivesse errada, mas a forma com que foi falada, ele estava com umas questões …  Dany tirou de letra e resolveu a situação.
Ser perseguida (o) não é legal, por isso digo e repito, não deixem que seus professores saibam seus nomes e nem marquem suas caras, nem sempre isso será positivo, na maioria dos casos, não é!
Ah… apesar da pressão literalmente psicológica, tirei 10, inclusive, uma das Larissas me ligou para dar a notícia!
Sabem o que também foi bom? O grupo de pesquisa que fiz parte, “Criar & Brincar: o lúdico no processo de ensino-aprendizagem - LUPEA”, lançou um livro, e, quem estava no lançamento? A professora do “DESINTERESSADA”, ela comprou um livro do grupo, não assinei no exemplar dela, mas ela me viu assinando outros.
Aproveitando… Esse é o link do livro:

http://wakeditora.com.br/loja/product_info.php?products_id=490

sábado, 10 de dezembro de 2016

Ter WhatsApp é como ter uma blusa preta

Acho que hoje, quase todas as pessoas possuem WhatsApp, é quase tão comum como ter uma blusa preta!
Eu já tenho WhatsApp há muitos anos, com o passar do tempo, ele foi se modernizando, envio fotos, vídeos, contatos, documentos, gifs, e por aí vai. Passou a fazer e receber ligações, e agora, até ligações em vídeo. Essa segunda,não costumo usar, na verdade usei uma única vez, e foi sem querer! Apertei a camerazinha, e quando dei por mim, estava retornando a ligação de Juliana (Não é a minha gêmea não, é que eu conheço muitas Julianas mesmo). Bom, retornei a ligação, quer dizer “vídeo chamada”, mas é claro, que não seria só isso… Além de estar completamente DEScabelada, DESarrumada, DESengonçada, o meu normal de ficar em casa, a câmera pegando aquele DESastre,  o celular resolveu travar, e não desligava por nada! Para minha sorte, Juliana não estava com o celular em mãos,  e graças a Deus, não viu aquela cena! Depois nos falamos e ela disse que o mesmo havia acontecido com ela, não a “sequência de DES” mas o fato de ter esbarrado na camerazinha.
Outra coisa interessante do WhatsApp, são os status né, cada frase de impacto… que muita gente, nem lê, e mesmo que você saiba disso, vai continuar colocando, pelo menos eu sou assim.
Dentre os avanços do What’s foi a confirmação de leitura que podemos marcar ou desmarcar essa opção. Tá aí um excelente remédio para a ansiedade, sei que serviu pra mim. Antes, mandava mensagem e ficava olhando se a pessoa, qualquer pessoa, havia lido, e quando a mensagem ficava azul e a pessoa não respondia, nossa… que raiva, é meio que um “não estou com vontade de falar com Vc, um não tô nem aí, não sou obrigada, ou, um simples respondo quando puder”. Agora não passo mais por isso, não vejo mais aqueles benditos risquinhos azuis!
O que o WhatsApp não evoluiu, foi o fato de não te deixar invisível, como no MSN. Era tão bom! Espero que façam logo essa atualização, pois o que muitas pessoas reclamavam, era o de tremer a tela “chamando a atenção” já está funcionando,não tremendo como no MSN, mas num grupo, você já consegue marcar as pessoas utilizando um @ seguido do nome.
E os áudios hein… gente, áudio é uma faca de dois gumes! De um lado, a praticidade e agilidade, afinal, falar é mais simples que digitar letra por letra, palavra por palavra. Tem uma função de Vc apenas fazer um “Zigue-zague” no teclado, mas é só pra quem tem muita prática, o que não é o meu caso, saía cada palavra! Se o corretor do meu celular já não faz questão de me ajudar, imaginem só em “Zigue-zague”. Voltando aos áudios… nem sempre gosto de ouvir áudios, dá nos nervos, principalmente aqueles enormes! Eu tento controlar meus áudios, nem sempre consigo, porque pra quem me conhece, sabe o quanto eu gosto de falar. Certo dia no Facebook, uma amiga postou o print de uma conversa  do WhatsApp com uma amiga dela, e uma das duas mandou um áudio de 7 minutos! Gente 7 minutos de áudio! 7 minutos de áudio são como 7 minutos no trabalho num dia em que você está louca pra ir pra casa, ou outro compromisso.  7 minutos de áudio são aqueles 7 minutos intermináveis da aula mais chata, com o professor mais chato, sim, sou professora, não que esteja falando mal de minha profissão ou de colegas,mas nós sabemos que chatos no trabalho existem, e muitos! 7 minutos de áudio! Por favor, quando me mandarem áudios, “piquem” esses 7 minutos em pelo menos 7 áudios!
Ah… O zigue-zague que falei, no meu teclado se chama “entrada de traço” você pode habilitar ou não essa função. Eu não me entendi com ela. Deve ser porque sou um pouquinho atrapalhada, mas só um pouquinho!