O dia de hoje vem me trazendo muitas lembranças, dessa vez, não foi o Facebook, foi minha cabeça a mil por horas, é, sou ansiosa, minha cabeça não para, nem quando quero dormir, ou quando tento pensar numa linda praia, ou em animais, essas coisas que acalmam.
No meio dessas lembranças, veio essa, ou melhor, essas…
Dica pra vida: não deixem seus/suas professores/professoras saibam seus nomes e marquem suas caras! Isso não é bacana!
No 1° período de faculdade, eu participava de um grupo, eram três Larissas e eu. Eu era a “estranha” a única que não se chamava Larissa rsrs, depois entrou a Nath para grupo, assim, eu não estava mais sozinha nesse mundo de Larissas ou Laryssa. Bom, Nath, antes de entrar para o nosso grupo, fazia dupla com uma menina. Um belo dia, a professora de História da Educação passou uma resenha. Ela gostava muito de resenhas, cada aula era uma. Nathália fez uma dessas resenhas na casa de Manuela, a dupla dela. Manuela não havia feito a dela, então, teve a brilhante ideia de usar a de Nath com o nome dela. Pra ela, a professora não iria perceber... A brilhante ideia de Manuela não foi tão brilhante assim, e a professora percebeu. O pior de tudo, não foi isso, Manuela saiu da faculdade, e Nathalia sofreu as consequências!
A professora marcou a cara e o nome dela (da Nath), qualquer trabalho depois desse, acho que ela nem corrigia o de Nath, só escrevia “REFAZER”, essa palavra perseguiu a Nathalia por muito tempo! Ela (a Nath) tomou pavor da professora, e foi bastante zoada, as vezes olhávamos pra ela, lembrávamos e falávamos a frase preferida da professora:
- Nathalia, REFAZER!
A primeira vez que isso aconteceu estava no 2° período da faculdade, uma disciplina sobre psicologia da aprendizagem. Bem, acho que a professora não foi muito com a minha cara. Uma quarta feira, dia de suas aulas, ela me chamou pra conversar no final da aula. Obviamente, fiquei depois da aula. Então pela disse:
- Priscilla, estou vendo você muito dispersa nas aulas, saiu duas vezes de sala hoje, parece estar DESINTERESSADA!
Expliquei a ela que na verdade estava cansada, tinha saído para ir ao banheiro e comer, pois não tinha dado tempo de fazer isso antes da aula. Ela me mandou estudar muito para a prova da semana seguinte, ou ficaria reprovada.
Não me perguntem o motivo, mas ela “me marcou” e o pior, gravou meu nome! Eu disse que isso não era bom…
Dia de prova, estava eu lá, preparada! Preparada mesmo,pois havia estudado muito! Ao entregar a prova, ainda tive que ouvir:
- Será que você foi bem?
A cara dela ela “estou louca para te reprovar”. Ela olhou a prova, leu linha por linha, olha que escrevi muito. Quando terminou de ler, exclamou:
- É… até que foi bem!
Me retirei da sala, achando que havia me livrado de um peso, de no mínimo 300 kg. Eis, que surge uma colega de turma e pergunta se eu tinha feito o trabalho, como fiquei nervosa, não lembrava. Fui perguntar a “querida professora”.
Voltei à sala, e fui em direção à mesa onde a professora estava. Ela, “gentilmente” abriu a pauta, procurou meu nome e lá estava, tinha feito o trabalho. Outro peso a menos? Engano de vocês, ah, meu também! Ao lado de meu lindo nome estava escrito adivinhem o quê?
DESINTERESSADA!
Sim, desse jeito, caixa alta, com um ponto de exclamação no final! O sangue subiu, e quando estava prestes a falar algumas coisas, pois estava escrito o DESINTERESSADA, para qualquer pessoa ler, realmente não curti a exposição. Mas, uma das Larissas, na verdade a Laryssa, me arrastou para fora da sala.
Pensam que acabou? Só naquele dia! Pois ela, a “querida professora” fez questão de me parar no corredor meses depois. Queria saber se eu havia gostado da minha nota.
No 4° período eu e uma outra amiga ficamos reprovadas em uma bendita disciplina, a professora era bem conhecida… algumas pessoas procuravam fazer a disciplina em outras universidades, para “evitarem a fadiga”, ela reprovava muito. No meu caso, a professora me deixou de recuperação, estudei, mas… No dia da prova, fiz tudo direitinho, na hora em que fui revisar e passar a caneta, ela não deixou, disse que não havia necessidade. Confiei e me… Ao sair o resultado, fui até ela pedir vista de prova. Ela reviu, disse que eu estava completamente certa, porém, ela não iria rever, já que as respostas estavam a lápis. Aí vai mais uma dica: NUNCA deixem provas ou testes sem passar a caneta! Como eu não tive reação, vocês já sabem, reprovei!
Depois de alguns semestres depois refiz a disciplina (com ela), passei, segundo ela no email “com louvor”. Na real, acho que a consciência pesou! Minha amiga também refez uns dois semestres depois de mim, conseguiu passar também! Ufa!
Conversando com um amigo, o Dany, ele já sofreu uma pressão dessas, uma professora falou que ele ficaria reprovado, devido suas faltas, não é que a professora estivesse errada, mas a forma com que foi falada, ele estava com umas questões … Dany tirou de letra e resolveu a situação.
Ser perseguida (o) não é legal, por isso digo e repito, não deixem que seus professores saibam seus nomes e nem marquem suas caras, nem sempre isso será positivo, na maioria dos casos, não é!
Ah… apesar da pressão literalmente psicológica, tirei 10, inclusive, uma das Larissas me ligou para dar a notícia!
Sabem o que também foi bom? O grupo de pesquisa que fiz parte, “Criar & Brincar: o lúdico no processo de ensino-aprendizagem - LUPEA”, lançou um livro, e, quem estava no lançamento? A professora do “DESINTERESSADA”, ela comprou um livro do grupo, não assinei no exemplar dela, mas ela me viu assinando outros.
Aproveitando… Esse é o link do livro:
Gostei, muito bom... não sabia que tinha passado por tudo isso Pri. Mas acho que valeu a pena né?? Bjs
ResponderExcluirSim, valeu sim! Obrigada Lu!
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